quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Lobão no Studio SP



Hoje e ontem teve Lobão no Studio SP. Vamo fala que o cara manda bem pra porra?

Me diverti, até porque minha intenção não era sair de balada hoje. Sai maltrapilho e sem cueca, e do nada me deparo com o open bar da área vip, regado com os acordes do velho lobo. Era Kiko zambianchi ali, VJs da mtv acolá, cachorro grande e um monte de gente aproveitando o patrocínio do pessoal da campari, jack daniels e brejas a fora. Uma noite loca pra ser sincero.

Lobão hipnotizou o pessoal, q pulava e cantava todas as letras... com direito até a largar o microfone e deixar a turba levar a letra pros nossos ouvidos. Guitarradas na orelha me fizeram sair do chão, e por um tempo até esquecer de voltar pra ele.

Camarim mega assediado. pessoal do studio q o diga! pulseirinha não adiantava mais, luizão na porta tb não perdoava. ta certo.

Qd o cabra saiu, conseguiram umas fotos. uns abraços. mas só.

Foi a noite mais cheia, e merecida... pois o show foi ducaraio, ainda mais com 2 ou 3 músicas de bis. Lobaaaaço q o diga! rs

Gravei umas partes do show no celular, mas sabe como é né? o som estoura e tal...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

$P Noi$e e a maior banda de Noise do mundo.

O feriado da consciência negra em São Paulo foi chuvoso e frio. Gripes à vontade, dores de cabeça e muito rock. A parte responsável por esse blog que não correu pra praia (como faz todo paulistano que tem chance) ficou trabalhando.

$P Noi$e
Primeira noite do braço paulistano do Goiania Noise, maior festival independente do país, decepciona pelos altos preços e curtos shows. O festival aconteceu paralelamente em Uberlândia também.

The TORMENTOS + Black Mountain (Canadá) + The Flaming Sideburns (Finlandia) + Motek (Belgica) + Ambervisions (Brasil) + Black Drawing Chalks (GO)

Faz um tempo que o tempo em São Paulo está fechado. A cidade já é cinza por si só, e quando o céu também fica, as coisas ganham um tom de melancolia extrema. Fora dos horários de pico (quando de qualquer jeito é caos) a “Londres de neblina fina”, como disse Mário de Andrade há muito tempo, se esvazia com chuva. As pessoas se abrigam em suas casas e suas festas particulares confortam as animosidades da metrópole. Mas não há como dizer isso com plenitude: é onde tudo há, em qualquer momento, onde toda hora é hora.

Nesse feriado, quase um quinto da cidade (1,7 milhões) foi embora. São quatro dias pra colorir a cabeça. Quem não foi, corre pra aproveitar um cinema ou um parque, e tudo superlota. Menos quando chove.

Na sexta-feira, às 19 horas, a fila de pessoas na porta da casa noturna Eazy era comparável ao número de manobristas. As doze pessoas não configuravam bem uma fila: não fazia muito sentido se organizar em tão pouca gente. Os que vinham comprar ingressos esperançosos saíram felizes: ao contrário dos rumores que o site oficial do SP Noise chegou a desmentir no dia 12 de novembro, os ingressos ainda era muitos. As 19 e 20, um hora e tanto depois do que estavam marcados, os portões foram abertos e ao longe já dava pra ouvir que o show do Black Drawing Chalks já havia começado.

O SP Noise é o desdobramento paulista do Goiânia Noise, maior festival independente nacional com 14 edições. O Black Drawing Chalks foi formado depois, influenciado pela primeira geração do rock goiano (MQN, Motherfish). A cartilha do rock goiano é seguida risca: seco e direto, regidos pela frenética bateria de Douglas (do coletivo artístico bicicleta sem freio, responsável por grandes cartazes e capas de discos do independente nacional, como a do Macaco Bong e do Super HiFi).

Certa vez durante uma palestra, o jornalista e critico musical Pedro Aleixo (Carta Capital) disse que “discordava do beneficio do jornalista não ter de pagar entrada, mas como jornalista, usufruía desse sistema”. Se a imprensa musical fosse idealista, o pequeno público do primeiro show seria reduzido a metade. As músicas da única atração goiana empolgavam quando os vinte minutos destinados à banda se esgotaram. Um bom show de abertura, rápido demais.

Alguns minutos de intervalo entre os shows e uma passada pelo bar constatou que não eram caros só os ingressos, com os preços entre 55 e 80 reais por dia (inacreditáveis em paralelo ao resto dos festivais brasileiros). As cervejas custavam cinco reais. Normal para os padrões das casas noturnas de São Paulo. Astronômico para um “festival independente” patrocinado por uma marca de cerveja. Somando o frio, a iminente chuva, a garganta já pedindo um chá e cama e os dois dias que faltavam pro feriado terminar, o resultado foi passar a balada sem beber. O padrão Monstro Discos foi seguido: dois palcos, bar e barracas de discos e camisetas. O espaço tinha até uma fonte com luzes coloridas na parte aberta, entre os dois ambientes da festa, que ajudava a dar um tom “hype” ao festival.

Quando o The Tormentos (ou Los Tormentos, como são conhecidos na Argentina) entrou no palco, com todos os integrantes uniformizados, sentiu-se que aquela era a melhor chance da noite de dançar. O show foi curto como o primeiro e o publico não era tão grande também, mas a empolgação e o carisma do baixista Marcelo contagiaram quem se propôs a sacudir os ossos com a surf music do grupo. Na edição goiana deve ter sido interessante o encontro da banda com os sãocarlenses Dead Rocks.

“Oito horas é cedo pra São Paulo né?” disse o baixista ao Escarniando. Na quarta passagem pelo Brasil com os Tormentos (e outras quatro com a antiga banda de punk rock), Marcelo lamentou o pequeno publico. De fato as 20 horas e com ingressos tão caros, numa sexta-feira em meio a um feriado, foi quem estava muito disposto mesmo. Marcelo ficou espantado com o preço dos ingressos “É de se chorar. Mas é mais uma noite de rock! E isso sempre vale a pena!”

E ai o Noise realmente apareceu. O show do Ambervisions fez do palco pequeno uma caixinha de tortura auditiva. A linha do surf music continuou, mas a vertente surf music cavera pouco tem a ver com a tradicional dos Tormentos: uma fusão de surf music com o hardcore e trash. Com o rosto enfaixado como uma múmia e óculos escuros, na bateria Zimmer se distinguia dos demais, uniformizados de camisa preta e com medalha no pescoço. A bandeira do Avaí, recém promovido à primeira divisão do campeonato brasileiro, figura em cima de um amplificador. O primeiro indício de que o show não seria foi quando o vocalista e guitarrista Ameixa rodou com a guitarra e arrancou o fio do amplificador. Duas músicas depois, o mascarado Zimmer entregou a bateria, pegou duas maracás pretas e assumiu os vocais.

“Boa noite SP Noise. Nós somos o Black Montain. Nós somos o Broke Black Montain.” Depois disse algo sobre o segredo da múmia, que soou engraçado com aquela máscara; os catarinenses tem certo fascínio pela cultura trash em geral (em especial pelo filme Pink Flamingos, de John Waters). Era curiosa a coicidencia entre a cruz branca de ponta cabeça nas costas da camisa preta de Zimmer e as cruzes pretas nas paredes cinzas da linha de trem Diamante, que fica bem atrás da Eazy. Por alguns quilômetros na extensão da linha, em curtos intervalos, devem ser centenas dessas cruzes. Essa simetria era tão macabra quanto a inquieta performance do vocalista (responsável também pelo projeto de noise intitulado Abesta).

Simulou punhetas e mímicas indecifráveis, molhou com cerveja os fotógrafos que se aglomeravam na beirada do palco, batia forte de costas na parede de puffs empilhados ao lado do palco. O som alto deixou tímpanos doendo. Quando desceu do palco, o publico ficou apreensivo, esperando qualquer coisa da múmia. Ela apenas distribuiu afagos e abraços antes de voltar ao palco e se deitar no chão. Ameixa mal conseguia conter o riso e cantar, enquanto a múmia deitada no chão cantava “viva! Viva! Viva a sociedade alternativa”. O ultimo a permanecer no palco quando o show acabou era o baterista, que continuava a bater nos pedaços da bateria desmontados pelo chão e alguém gritou “Valeu Black Montain”. De fato, o show mais performático do festival, daqueles que fazem valer o ingresso.

No show em Goiânia, o Ambervisions recebeu o troféu de maior banda noise do mundo. Em São Paulo, roubaram a cena do primeiro dia. Desnecessários ou não, a banda se diverte com a imprevisibilidade dos seus integrantes, até pra eles mesmos. Depois do show dos catarinenses, os outros soaram estranhos demais pra serem absorvidos. A psicodélia do Motek suavizou os ouvidos, o Flaming Sideburns agravou a dor de cabeça e o Black Montain original fez um show bem morno. O dia seguinte encheu um pouco mais, mas ver o Porcas Borboletas no Sesc Pompéia (no coberto) fez valer a escolha. O independente nacional (o de verdade) não deve e não devia temer as bandas de fora.
Texto por Pedro Pracchia. A foto é roubada da Rolling Stone.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

comercial japonês de ....



Pra voltar a atualizar num ritmo bom, fiquei repassando o material pra postar. Por essas andanças acabei dando de frente, na minha memória inconsciente mais precisamente, com esse comercial muito bom... espero que com essa de falar q o público malicioso é mais velho (até os 35 de acordo com a pesquisa), façam mais comerciais nessa pegada! hahahah

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Jagermeister Rock


Dia 30 de outubro vai rolar o Jegermeister Rock, isso mesmo, primeira edição de um festival de rock patrocinado pela bebida do tubo de ensaio. rs

Começando com Sapo Banjo (que já tocou com Buzzcocks e Less than Jake), a noite vai ser regada pelo ska punk californiano do Reel Big Fish e Goldfinger.

SAPO BANJO

Desde 1996 na estrada e sempre misturando o ska com outras formas musicais, principalmente com orock alternativo e o ragga, o Sapobanjo figura entre as mais elogiadas bandas do underground no Brasil, tanto que em 2004 foi considerada a melhor banda de ska pelos leitores do conceituado site de música alternativa, a Punknet.
Seu estilo, ora despojado e sarcástico ora politizado, pode ser percebido tanto nas letras como na estrutura musical mostrada em todos os trabalhos, projetos e shows da banda. Nestes anos todos, o Sapo Banjo lançou um Cd (Sapo Banjo – 2000 com participação de integrantes da Banda Paralela e de Victor Rice), dois Eps (Skataplá-1997 e Cassino –2004), participou de diversas coletâneas ( Loolapalooza Playcenter, Skapunk pra Cacete, Skacetada, Latin Skankin-México) e produziu dois videoclipes ( Evolução e Rudeboy). Dentro do circuito alternativo dividiu os palcos de São Paulo e outras regiões com diversas bandas de renome nacional e internacional como: Millencolin (Suécia), Voodoo Glow Skuls (EUA), Mustard Plug (EUA), Bambix (Holanda), Dsailors (Alemanha), Satelite Kingston (Argentina), Skaladdin(Suíça), Palmeras Kanibales(Venezuela), Skuba, Firebug, Dead Fish, CPM22, Dance Of Days, Garage Fuzz, Acão Direta, Nitrominds, Blind Pigs, Garotos Podres, Barão Vermelho, Nação Zumbi entre outros. Além disso, todo ano, na semana anterior ao carnaval, organiza uma grande festa (que já se tornou tradição), a conhecida e já copiada: Skarnaval. Também, de tempos em tempos, se apresenta no formato Sapobanjo & Orquestra quando reúne vários outros músicos e mostra um repertório recheado de ska instrumental no melhor estilo.Em 2006 criaram mais dois festivais: Festival Conexão como um intercâmbio de bandas de outras regiões ou países com as mesmas influências e o Skalloween, um carnaval em outubro, uma caricatura do Halloween com clima de terror B e bom humor. Para fortalecer a divulgação de seu trabalho, o Sapo Banjo se apresentou em programas da MTV, TV Cultura , outros canais por assinatura e da internet; deu entrevistas e teve sua música veiculada em revistas de música e nas principais “Rádios Rock” de São Paulo, atingindo um público cada vez maior.
Atualmente o Sapo Banjo se apresenta com Mau (vocal), Edu Z. (contrabaixo), Fábio Dexter(guitarra), Pipeta(trompete), Pokemon(trombone), Rafa(sax barítono) e Mauriba (bateria), a banda está finalizando a produção de seu novo CD e, para comemorar os seus 10 anos de estrada, planeja lançar um DVD com material coletado desde o início da carreira até hoje.

REEL BIG FISH


O Reel Big Fish é uma banda de ska-punk da Califórnia formada em 1995, que conseguiu romper a barreira da cena independente americana, chegando ao mainstream em 1997 e alcançando o mesmo sucesso comercial conquistado por bandas do mesmo estilo como No Doubt e Sublime, quando seu single "Sell Out" tornou-se um sucesso nas rádios e na MTV dos EUA. Além de possuir uma qualidade musical única, a banda também se destaca por suas apresentações ao vivo sempre muito contagiantes - um verdadeiro show em todos os sentidos.

Seu repertório é recheado de humor juvenil, com capas de discos irônicas e músicas "pop" que agradam os mais variados gostos, sempre com aquela pitada certeira do bom e velho Ska. O Reel Big Fish já fez turnês em todas as partes do planeta e é sempre uma das principais atrações da famosa Vans Warped Tour, que acontece todos os anos nos EUA. O Reel Big Fish já excursionou pelo mundo ao lado de outros grandes nomes, como Sex Pistols e No Doubt.

www.reel-big-fish.com

GOLDFINGER


O Goldfinger é uma banda de punk rock, também da Califórnia, formada em 1994. Ao lado de nomes como Sublime, No Doubt e Rancid, este quarteto de Los Angeles ajudou na formação da cena ska-punk americana em meados dos anos 90.

A banda é liderada por John Feldmann, nome importante na cena rock mundial, diretor artístico da gravadora Warner Bros, responsável pelo lançamento de nomes como The Used, Bottom Line, Story of the Year, The Veronicas, Good Charlotte, Ashlee Simpson, Hilary Duff, entre outros. O primeiro álbum da banda (Goldfinger) foi lançado em 1996 e foi um grande sucesso nas rádios adolescentes dos EUA. O maior single deste álbum foi "Here In Your Bedroom", que alcançou posições importantes nas paradas. Apesar de ter começado sua carreira como uma banda de ska-punk, no ano 2000 a banda resolveu dar uma virada e deixou as influências de ska um pouco de lado, focando mais no punk rock, influenciados principalmente por nomes como Buzzcocks, Descendents, Social Distortion, Black Flag e Replacements. As músicas do Goldfinger também ficaram conhecidas por meios não tão convencionais, como por exemplo as músicas "Superman" e "Spokesman", presentes nas trilhas sonoras dos jogos Tony Hawk's Pro Skater 1 e 4, além da versão "99 Red Balloons" da cantora alemã Nena, originalmente "99 Luftballoons", presente na trilha do jogo Gran Turismo 3 A-Spec, todos eles para PC e/ou videogames Playstation, Dreamcast, Nintendo 64 e Game Boy.

www.myspace.com/goldfinger

Dia 30 de outubro às 20hs na Via Funchal
Pista 1º Lote - R$120
Mezanino - R$180
Camarote - R$200

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

TIM Festival 2008 - 21 e 27 de outubro


Está para rolar entre os dias 21 e 27 de outubro nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, as 29 atrações da programação do TIM Festival 2008.

Para começar, um dos últimos mitos do jazz, o saxofonista Sonny Rollins (que junto com Miles Davis e Charlie Parker abusou de uma das eras mais férteis da música) é o grande nome do gênero. O jazz ainda será representado no festival pelo guitarrista Bill Frisell, o pianista Enrico Pieranunzi, o trompetista Tomasz Stanko e um explosivo quarteto de divas: a pianista Carla Bley, a contrabaixista Esperanza Spalding e as cantoras Stacey Kent e Rosa Passos.

Representando o Rock estarão presentes bandas como Klaxons, The Gossip (com a mulher mais sexy do ano de acordo com a revista NME) e Neon Neon, nessa onda New Rave, que mescla o rock às batidas eletrônicas. Há também as revelações do rock novaiorquino: MGMT e The National, que dividem o palco com o brasileiro Cérebro Eletrônico. Para completar, o veterano inglês Paul Weller (referência total do Britpop) divide a noite Bossa Mod com Marcelo Camelo, vocalista dos Los Hermanos, que vem mostrando seu primeiro disco solo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Escarniando o Peixe Grande!

Começou a segunda fase do 5º concurso Peixe Grande, promovido pela revista WebDesign para descobrir, divulgar e premiar os talentos da internet brasileira. E temos o prazer de competir com tantos outros belos candidatos! São no total, 946 projetos, entre agências, freelancer e blog! 50% a mais q no ano passado!!!

Apremiação será no dia 8 de novembro em SP no encerramento do 13º Encontro de Webdesign.

Alguns passos pra poder votar na gente rs! Valeu!

1. Clicar no link do prêmio:


2. Preencher seus dados:


3. Escolher um blog (o nosso vai? rs):


4. Confirmar no seu email:

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Stone Temple Pilots no Brasil



A banda Stone Temple Pilots tem agendada uma apresentação em território nacional. O grupo do problemático vocalista Scott Weiland fará um show no dia 14 de outubro no palco do Credicard Hall, em São Paulo. Por enquanto esta é a única apresentação confirmada no país.


A informação foi divulgada pelo site da Ticketmaster, empresa responsável pela venda dos ingressos. Esta será a primeira visita do Stone Temple Pilots ao país. O grupo vem ao Brasil aproveitando uma apresentação no Pepsi Music 2008, em Buenos Aires, que será realizada em 10 de outubro.

Tudo começou com o vocalista Scott Weiland, que em 1991 tinha uma banda de rock chamada Mighty Joe Young. O fim desse grupo e a saída dos integrantes fizeram com que Scott montasse o Stone Temple Pilots, em 1992. O primeiro CD da banda, integrada por Scott Weiland (vocais), Robert DeLeo (baixo), Dean DeLeo (guitarra) e Eric Kretz (bateria) foi lançado no mesmo ano: Core, que vendeu mais de 7 milhões de cópias em todo mundo. Criticados no início da carreira por fazer um som que muitos consideravam uma mistura de Pearl Jam com Alice in Chains, o STP ganhou o prêmio da MTV de “Banda Revelação” pelo clipe da música Plush e alcançou o respeito no meio musical.

Leia
mais sobre a banda.

14/10/2008 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Avenida das Nações Unidas, 17.955
Horário: 21h30
Ingressos: R$ 80,00 (platéia superior 3), R$ 90,00 (platéia superior 2), R$ 100,00 (platéia superior 1), R$ 150,00 (pista), R$ 250,00 (camarote setor 2) e R$ 300,00 (camarote setor 1)
Informações: 11 6846-6000 / www.ticketmaster.com.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Especial Jambolada.

10 anos do acampamento 98 : O incio do festival Jambolada
(Ou a saga de uma frutinha)

Por Pedro Pracchia

De quibes de soja a literatura, música, cabelos e películas (dvds na verdade, exagerei na poesia), o “suco” obtido do liquidificador uberlandense Jambolada reflete a opinião da vocalista do Filomedusa quando diz se sentir num país europeu em Uberlândia.“Eu me sinto na Itália brasileira”. O diálogo entre as vertentes artísticas é estabelecido de maneira natural, num ambiente intrinsecamente propício a elas.

Por dois dias, o festival foi organizado no Acrópole, galpão com grande área externa onde esfihas e quibes vegans eram vendidos junto a sucos naturais. Roupas, tatuagens, o disputado cabeleireiro e os cds ficavam no galpão de trás, próximo ao cinema, onde os filmes que contavam a história da cidade não eram atrapalhados pela música. Era passível, se cinéfilo, entrar ali e esquecer do resto do festival enquanto se assistia um dos curtas metragens. No último dia, as apresentações voltaram a origem quando, cercado de pequenas frutas roxas confundidas em algumas partes do país com azeitonas e malvistas em outras por sujar demais as calçadas de roxo, o espírito do acampamento 98 foi resgatado.

Enquanto as artes ainda lutam pelo desaparecimento de suas divisões nos outros festivais, deviam pleitear ser um organismo, assim como são em Uberlândia. Essa poderia ser a síntese do intuito do coletivo Goma, um “organismo” que organiza o festival. Goma, um estado de matéria nem tão sólida nem tão liquida, é uma substância sem forma definida, que se molda de acordo com o espaço e as forças que nela atuam, vide a goma de mascar ou mesmo a goma arábica. E foi com esse intuito do nome que, ao juntar alunos de diversos cursos da Universidade Federal de Uberlândia em prol de um bem cultural comum, foi germinado nos jambolões o mais acadêmico dos festivais brasileiros.

O Festival

As sextas feiras a noite na Federal de Uberlândia eram regadas a vinho e violões nos bancos embaixo dos jambolões, entre os blocos H e I, até que o reitor resolveu proibir essas “manifestações culturais” dentro do campus. Munidos de barracas, violões e percurssões, uma “malucada” disposta ocupou esse espaço por 15 dias, no que ficou conhecido como acampamento 98.

Quando uma maça caiu na cabeça de Isaac Newton, o físico inglês escreveu a Lei da Gravidade Universal e marcou seu nome na física moderna. Dessa vez, uma chuva de jambolões ideológicos perturbou o sono dos que estavam nas barracas, e produto do acampamento e de toda essa experiência coletiva, não só as barracas ficaram arroxeadas e a posição do reitor foi revista, como germinou bandeiras que desencadearam no Festival Jambolada.

A primeira bandeira foi a busca pelo espaço do som autoral, que já existia ali, dentro da UFU, nas costas de bandas seminais como o Azul de Cavalcante, Santa Manca, Boi Tatá, Tulani e o Pau de Bosta, com a presença de Enzo Banzo e Danislau Também, na época no curso de direito. Em 99, com o programa Escombro na rádio universitária começa a dar vazão a essa produção e é ponto de partida para um segundo patamar de pensamento quanto cenário: começar a pensar na produção do som. O projeto Arte na Praça passa a acontecer todo domingo, gratuitamente, depois da mudança da diretoria de cultura da faculdade.





"Festival Jambolão não cabia, soa meio bobo”. Enzo Banzo

Na Bienal de Arte da Uni no Rio de Janeiro, em 2001, a única cidade com duas bandas selecionadas era representada por Boi Tatá e Pau de Bosta. A recepção dos dois trabalhos e o feedback do público fortalecem uma autoestima por parte dos integrantes. Na volta, Tales do Boi Tatá assumi junto com Alessandro (parceiro de ciências sociais, baladas e idéias ) a produção do Pau de Bosta, que em 2003 muda o nome para Porcas Borboletas. No mesmo ano, Alessandro deixa a produção do Porcas Borboletas e passa a produzir a banda de hardcore Dead Smurfs, hoje do cast da Fora do Eixo Discos.

Quando o Porcas Borboletas consegue aprovar a gravação do primeiro disco, no primeiro ano da lei municipal de incentivo a cultura, Alessandro retoma com Tales o projeto Jambolada apresentado em 2001 a Gabriel Munhoz, Pró Reitor de Extensão e Cultura. Mas o foco agora, em vez de mostra de artes integradas, era um festival de música independente.
O primeiro festival foi realizado em 2005. A verba de 13 mil reais trouxe 10 bandas divididas em dois dias no Sesc da cidade, com entrada gratuita.

Com as atenções voltadas a cidade de 620 mil habitantes do triângulo mineiro, o diálogo com as organizações centrooestianas Espaço Cubo e Monstro Discos estreita ao ponto do Jambolada (mas se não é uma chuva, seria um doce de Jambolões?) entrar para a Abrafin com apenas uma edição. O que as pessoas responsáveis por representar a entidade encontraram foi uma galera disposta a trabalhar dentro dos princípios que julgavam necessários para a criação da associação. Meses depois, seria fechado o estatuto da Associação Brasileira de Festivais Independentes, e o segundo artigo diria (e ainda diz) que o festival só pode fazer parte depois de três edições realizadas em anos consecutivos.

O inconsciente coletivo, numa bem livre interpretação dos conceitos de Carl Jung, pode ser definido como a árvore que segura todos os jambolões (indivíduos), cada jambolão terá sua própria experiência que o tornará único e formará seu incosciente pessoal (um vira doce, outro espatifa na calçada, outro dá idéia pra nome de festival, etc..). Mas existiriam arquétipos presentes no inconsciente de todos eles que o fariam, sobre o mesmo estimulo, chegar a mesma conclusão (algo como no fundo somos todos da mesma árvore...)

A identificação entre Pablo Capilé (idealizador do Espaço Cubo) e Tales foi além de apenas dois organizadores de festivais. Geograficamente longe do centro midiático do país São Paulo – Rio de Janeiro (numa época em que a republica do café com leite já completa muitos anos de sumiço...), a necessidade comum ao pensamento dos dois era aglutinar a ebulição cultural dos pólos que não eram pauta da mídia de massas, alternativa aos efeitos Claudia Leite e Nx Zero (como estrutura de mídia, veja, não há juízo de valor aqui). No bloco 3N da Ufu, um bate papo esboça o que viria a ser o Fora do Eixo. Depois do Jambolada, o Cubo segue para o Varadouro, no Acre, Demosul, em Londrina... o Fora do Eixo se oficializa junto com a Abrafin no final de 2005 em Goiânia, mas essa é outra história.

Assim, o segundo festival Jambolada acontece amparado na fé que tinha nessas estruturas, ainda engatinhando. Sem patrocínios, o festival consegue trazer 22 bandas (uma internacional) baseado nessa troca de experiências e no intercambio de bandas com outros coletivos.


Blog porcas borboletas, 2006:
“Quem já comeu jambolão sabe que ele deixa, por um bom tempo, um azul cor de noite na língua. Não sai com água nem com álcool.”


Acreditar na continuidade dessas estruturas (e no poder oculto do jambolão) e organizar o festival de 2006 contra a maré dos princípios lógicos trás bons frutos em 2007: com projeto aprovado na esfera pública pela lei de incentivo municipal e na esfera privada por um projeto da Natura criado especificamente para o estado mineiro, o festival chega ao orçamento de 160 mil reais. As prévias em Belo Horizonte mancham de roxo todo o estado mineiro: o nome do que poderia ser um doce agora é a vitrine da música mineira. Nesse ponto, o Jambolada passa de um festival de cidade do interior de minas gerais com nome de fruta a um festival a nível nacional com nome de fruta.

Com os patrocínios mantidos, o 4º festival trás dois palcos no mesmo Acrópole onde foi realizado em 2007. Mas o ultimo dia retorna a UFU a fim de se encerrar um ciclo de dez anos. A curadoria do festival consegue administrar o patamar de diversidade alcançado da forma que sugere o liquidificador que dá identidade visual ao festival: enquanto nos dois primeiros dias as hélices picotaram os jambolões com muito frenesi, na tarde tranqüila e dançante do domingo foi dia de tomar um suco, pegar os violões e voltar para as barracas.

Ossos do ofício

As entrevistas que foram base para essa matéria foram gravadas num brainstorm multimidiatico que contou com Jovem Palerosi e Felipe Silva, do Independência ou Marte, e Tássio Lopes, da Webtv Goma. Além da participação dos entrevistados Pablo Capilé, Daniel Zen, Tales Lopes, Enzo Banzo e Alessandro. Hoje vai ao ar o programa especial do Independência ou Marte sobre o Jambolada, as 22 horas, com transmissão ao vivo em www.radio.ufscar.br/.

Agradecimentos especiais aos acolhedores Grazi, Enzo Banzo e o pequeno brilhante Zé.

Ecos Falsos no Outs - sexta feira 19

“Em vez de estar escrevendo isso, eu preferia estar produzindo um disco dos Ecos Falsos. Por quê? Porque quando eu fui ouví-los todo orgulhoso com a farinha da minha experiência, eles vieram com um bolo inesperado, e eu comi até mais do que queria. Esses profanos, esses agnósticos, esses heréticos são bons pra diabo!” Tom Zé

Assistindo ao show do Ecos Falsos na sexta no Outs, fui obrigada a concordar com o mestre tupiniquim. Em meio a um clima descontraído, quase familiar, a banda abriu a apresentação com “Bolero Matador”. O troca-troca de instrumentos e o revezamento de vocais durante o show mostrou que os caras não se preocupam com a disposição padrão no palco e as diferenças gritantes entre as músicas refletem as variadas influências da banda. O público animado dançou ao som de “A revolta da musa”, “A última palavra em fashion”, a introspectiva “Reveillon”, que já concorreu ao VMB, e “Sobre ser sentimental” que lembra os melhores sons do “Lullabies to paradise” do Queens of Stone Age.

A banda formada em 2002 por Gustavo Martins, Daniel Akashi e Felipe Daros nos vocais, baixo e guitarra e Davi Rodriguez na bateria, tem entre suas influências Frank Zappa, Queens of the Stone Age e Ultraje a Rigor, o que não podia dar resultado melhor. O jeito debochado dos caras e sua critica ao hype lhe renderam algumas dificuldades no início da carreira, mas foi justamente a crença no que fazem que o destacaram das bandas atuais.
Aproveitamos o show que a banda fez no Outs, no último fim-de-semana, e batemos um papo com Daniel, Davi e Gustavo. Felipe tinha cortado o pé e apareceu na hora do show, por isso tocou sentado. Eles falaram um pouco sobre a cena indie, as participações de “Descartável vida longa” e prometeram material exclusivo para os fãs.

Vocês estão pensando em lançar algo novo?
Gustavo:
Já fez um ano desde o lançamento do disco. Ainda tem muitos lugares que não tocamos. Vamos divulgar o disco até o começo do semestre que vem. Mas no fim do ano nós estamos trabalhando em duas surpresas. Um é presente mesmo e é de graça.
Davi: A gente quer fazer um kit multimídia do Ecos Falsos. É coisa nova.
Gustavo: É um EP surpresa que a gente vai fazer até novembro. Um presente pré-Natal. Podia chamar "Pré-Natal", né?
Daniel: Não, aí vai soar meio Raimundos, tipo "Cesta Básica". (risos) Gustavo: Paralelo a isso estamos trabalhando no disco novo. Prometemos que íamos dar uma parada nos shows, mas ainda não conseguimos. Estamos pensando em largar o trampo só para tocar. Mas, acho que isso é um plano talvez para o ano que vem.
Davi: Não acredito que estou ouvindo isso. Isso é muito mais primeira mão do que nosso kit de Natal. (risos)
Gustavo: Se eu ganhar na loteria, até rola. O Davi não faz nada e o Felipe também desde que não corte o pé no caco de vidro como fez hoje. A gente pode virar só modelo de propaganda, que tem uma agenda menos afetada.

Coloca uns celulares pra ganhar grana com os clipes.
Gustavo: Isso, vamos investir em merchandising. Podemos conversar com o Rick Bonadio, de repente o Rick tem uma proposta. (risos)
Davi: Podemos também entrar numa comunidade de figurantes. (risos)
Gustavo: Nós já estivemos na lista do Rick Bonadio uma vez. É uma história longa. Um amigo nosso estava na comunidade do Rick Bonadio, a comunidade só tem puxa-saco. O Bonadio entra nessa comunidade e fica falando, dando dicas. Ele ia fazer uma coletânea com as bandas, aí um cara me ligou e falou “cara, entra na comunidade finge que você já está faz tempo e manda uma demo de vocês, por que só tem banda ruim, assim não vai rolar a coletânea”, então entramos e colocamos uma música nossa. E nós tínhamos sido uma das bandas escolhidas, só que no fim das contas, chegava uma hora que tinha que pagar. Eles até lançaram depois pela Arsenal, devem ter prensado duas cópias pra cada banda. (risos) Por que essa era a lista de Deus... Tinha um post em que ele falava o que fazia uma banda dar certo. Aí eu entrei pra olhar e ele dizia assim, “pra eu escolher uma banda tem que ter talento, mas além de tudo tem que ser escolhida por Deus, tem que ter um toque divino.” No fim dava a entender que ele era Deus. (risos)

Em “A última palavra em fashion” vocês criticam essa onda hype e a galera que cultua tudo que vem de fora do país, os famosos enlatados.
Gustavo: Quando você escreve uma letra, às vezes você quer dizer uma coisa e acaba dando outro significado. Quando eu escrevi “A última palavra em fashion” eu estava pensando musicalmente, tinha essa impressão da cena indie e de bandas nacionais. Era uma coisa de imitar modelos que estavam rolando em Nova York. Tinha uma época que a galera exagerava no Pixies, no Wezeer que eu adoro, mas era uma coisa que o pessoal gostava por estar rolando em NY e assim saiu o refrão: “Como assim? Você não viu? Se é bom pra Nova Iorque é bom para o Brasil” e representava um pouco nosso sentimento de outsider, sabe? Não ter o espírito muito reverente, somos mais irreverentes.
Davi: A gente faz esse tipo de protesto, mas somos muito pop pra punk de protesto e somos muito protesto para ser pop.
Gustavo: Tipo, esses dias está na onda do electro, aí todo mundo gosta de electro.
Davi: Eu nunca disse para vocês, mas acho que essa podia ser uma música que o Dead Kennedys tocaria. Tipo de humor irônico e sarcástico.
Gustavo: Mas, não é coisa que a gente leva tão a sério. Não adianta importar modelos para o Brasil. Esse nem é um país de roqueiro, é diferente, aqui o rock significa outras coisas. E isso é a idéia dessa letra, por isso escolhemos esse nome pro EP.

Como foi trocar o selo independente pela a Monstro Records?
Gustavo: A gente realmente gosta o trabalho da Monstro. Fizemos o Goiânia Noise e fomos nessa, não queríamos ficar batendo em porta de gravadora, já tínhamos o contato. Eles pegaram uma cidade que vive do sertanejo e conseguiram criar um público legal lá, é muito bom o que eles fazem.
Davi: É um selo coerente com o que estamos fazendo. Foi mais um lance de parceria, fazer essas coisas de divulgação que agente não tem muito tempo pra fazer.
Gustavo: Nosso trabalho não mudou por causa disso, nós continuamos nos produzindo. Mas, eles resolvem coisas de direitos autorais e tudo mais.

Vocês trabalharam com a Fernanda Takai, com Sérgio Serra e com o Tom Zé. Qual a relação de vocês com eles e o que essas parcerias significam para a banda? Vocês sabem que tem gente que só usa esse tipo de participação para se promover.
Gustavo: Bem, não é esse nosso caso. Até por que, cada participação teve uma história. A primeira é o Tom Zé. Atrás da capa do nosso EP tem uma frase do Tom Zé em que diz que ouviu e gostou muito. Eu entreguei a primeira demo de 2004 pra ele, fui em sua casa, ele sugeriu umas coisas para a música. Mas, quando agente falou de “A revolta da musa” ele adorou e gravamos. Ele tem muito a ver com o refrão: “Ó minha musa, isso não se faz, isso não se usa. Você sabe que um artista não se dá bem com a recusa”, se você ouvir a história do Tom Zé, ele foi de um tamanho ostracismo. Essa música fala do reconhecimento do artista. Ele cantando deu outro significado pra música. Já o Ultraje é uma banda que agente já gostava quando o Sérgio Serra viu um show nosso e curtiu bastante. Um tempo depois a gente organizou junto com o Rock Rocket um tributo ao Ultraje a Rigor e pedimos pra ele tocar. Ele gostou da idéia e ensaiou com a gente.
Davi: E foi engraçado pra caralho por que na gravação a gente foi trocando idéia e quando chegou ao estúdio e fomos tocar, para testar a guitarra ele fazia uns solos...E foi uma coisa fascinante por que sempre ouvi Ultraje a Rigor e ver o cara gravando e perguntando se está bom é muito legal. A gravação acabou pegando uns 3 solos ao meso tempo. Já com a Fernanda Takai, a gente estava pensando em chamar alguma voz feminina pra um dueto e recebemos essa dica de um amigo. Mandamos um e-mail convidando e ela respondeu. Ela falou vamos fazer, manda a música. Para gravar fomos trocando e-mail, não nos encontramos. Mas, depois conversamos com ela em situações diferentes.

Uma coisa que é perceptível em vocês é que sempre estão buscando algo diferente do que existe na cena. Mas, vocês não têm medo disso virar um paradigma? De repente de exceção passar a ser regra?
Davi: Não é que a gente é contra regra. Mas, na hora que a gente virar regra, a gente vai ser contra-regra e não vai achar ruim. Não é tipo “que merda, eu era diferente, agora as pessoas gostam de mim e eu não gosto mais de mim.”
Gustavo: Eu acho que isso não é uma coisa que a gente se preocupa. Mesmo que a gente seja ou pareça diferente, no meu ver a nossa maneira de fazer musica não é tipo “olha esse disco, vamos fazer umas coisas que nem essa banda”. Para nós musica é presença, o que nós somos, o que a gente ouve, fala. Isso é a nossa música.
Davi: É foda você deixar de ser o que é pra tentar se um outro.
Gustavo: Então, para a gente não é uma questão de “eles tão fazendo isso vamos fazer outra coisa”. O que fazemos, para o nosso azar, não está na moda. Pode ser que uma hora esteja. Desde que não seja uma coisa como “ah, o Blink (182) é uma banda que todo mundo curte vamos fazer um som parecido, se vestir parecido, as menininhas vão adorar”, pode ser que isso te represente, mas é triste, né?
Davi: Parece até que agente é meio control freak com as coisas, mas é o que fazemos e o que achamos que temos que fazer.
Gustavo: Não digo que não tenhamos entrado nessa onda. Todas as primeiras músicas que eu fiz eram plágios do Foo Fighters, eu me ouvia e lembrava dos riffs deles. Mas, acho que é normal começar assim, eu gosto de banda que pelo menos tentae fazer o som deles.
Davi: Não quer dizer que não gostamos de bandas que pareçam com outras, existe nessa viagem toda uma questão de gosto, não basta só ser diferente. O problema é que é tudo muito radical hoje em dia. Metal tem que ser metal, punk tem que ser punk, hardcore tem que ser hardcore. É natural do Brasil, a gente está muito acostumado a comer só, temos que parar e olhar um pouco.
Gustavo: Nossa questão é da autencidade, o que mais me frustra é conhecer um som em que o cara está fazendo aquilo, mas não é a linguagem dele, não representa ele. Se você está fazendo aquilo por que é autêntico, sendo sincero vai ser coerente. Pode ser HC ortodoxo até, é bom se for a verdade dos caras. E se o som que nos representa virar regra, ótimo. A nossa regra é ser autêntico, se isso virar padrão maravilha, mas acho que nunca vai virar.


texto por Estefani Medeiros

fotos por Felipe Costa e Eduardo Mazzoco

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A cara pra bater

(achei muito bom e tive q postar)

+ São Paulo, Projeto CICAS, 14.09.2008. Por Carlos Remontti.


Todo mundo sabe o quanto a periferia, além de passar o maior perrengue com transporte, educação, médico, etc, tem um lance ainda mais foda, que é a falta de espaços pra comunidade ter acesso à diversão e ao entretenimento.

E é uma experiência muito louca quando você vai pra esses lugares levar o seu trampo. Seja música, grafite, literatura, enfim, qualquer coisa encontra ali uma receptividade que você não vê nos “grandes centros”, saca?

Aí que tocar lá no Parque Edu Chaves, no CICAS, e de novo sob a batuta do Sinfonia de Cães, foi mais uma vez uma coisa que vai marcar a gente. Encontrar gente que você nunca vai ver num show de rock por aqui, ver a cara de feliz dos caras quando você foi lá e só levou alguns livros pra biblioteca do lugar. Ver uns moleques pilhado com a aparelhagem, um outro que, sozinho, lá no canto dele, sacou o violão e começou a dedilhar uma moda, de sorriso tímido e contando que tá aprendendo e tal... Enfim, é foda. É uma realidade que você sabe que existe, mas só sentindo na pele pra se ligar qual é.

E os cães, junto com uns brothers lá da área, acharam esse pico abandonado. Que era um centro comunitário e que foi parando e o lugar ficou largado. Aí que esses caras tão lá revitalizando o lugar. Pintaram, carpiram, puxaram luz, água, montaram uma biblioteca, todo fim de semana tem oficina cultural, cinema, grafite, e por aí vai.

Definitivamente, não é pra qualquer um. Só quem pensa pra frente, que não teme a trêta, que toma porrada e levanta pronto pra outra, e que fica mais forte dia após dia, só esse tipo de gente que pode fazer a coisa funcionar. E ainda sem pedir mérito por nada.

Talvez você nunca tenha ido a um lugar igual ao que a gente foi nesse fim de semana. Ou talvez tenha até ido e achado legal. E só. Mas o lance é que não era mais um show do La Carne. O que pegava ali era ir na área dos caras e dizer mais ou menos assim: “Olha brother, vamos curtir aqui e você vai ver que isso pode ser bacana, ok?”. Algo assim. Aí, se tinha banda, legal. Mas, se não tivesse, ia rolar do mesmo jeito, sacô? O barato ali era ver os caras chegando e acreditando que o lance pode rolar. E que, mesmo sem apoio de vereador e o escambau, eles tem uma saída.

Aí que você pode, comodamente, da poltrona da tua casa, achar que tá tudo fudido. Que “a cena” pras bandas underground tá mó panela. Que aquele “produtor” não topou colocar sua banda no tal festival hipado só porque você não tem contatos, etc, etc, etc. E aí você vai virando aquele cara rancoroso e desiludido. Triste. Mas cair na estrada, encarar roubada, dar a cara pra bater, isso talvez você não faça. Mas é porque sua pegada é outra, né? Então tá.

E lá no Cicas também tocaram mais dois hermanos. Ligaram os instrumentos, disseram “Hola” e mandaram ver. Vieram lá da Argentina. Não, não é logo ali. Tem que ter a moral, sim senhor.

De Taubaté veio o Seamus. Haviam tocado em Mogi no sábado. Voltaram pra Taubaté de madrugada. No final da tarde, de volta pra São Paulo. E não foi pra tocar em lugar descolado. Foi pra tocar no Parque Edu Chaves. Em um lugar que tinha gato pra conseguir luz. E que, ao invés de uísquezinho pras sub-celebrities, teve pipoca e suco. Comprometimento. Sacô? O mesmo Seamus que agiliza um festival lá em Pindamonhangaba – sabe onde é? Pra você ver...

Então, só pra não alongar mais o argumento, é disso que estamos falando. De gente que vai sair dessa vida com um sorrisão na cara e dizendo: “Pronto. Fiz minha parte. Curti. Aproveitei. Me fodi. Fiz tudo errado. Depois acertei. Errei de novo. Acertei mais uma. E não me arrependo de porranenhuma.”

E é isso. A gente, sinceramente, não sabe como agradecer a tudo que esses elementos do Sinfonia de Cães já fizeram. E não por nós, mas por toda mundo que eles já ajudaram.

Um dia eu ainda vou contar pra eles sobre uma imagem que tenho sempre na mente. Um sonho talvez, sei lá, não lembro direito. É algo que tem a ver com lutar por uma causa, saca? Meio que viver - e morrer também - por algo. E é sério, parece karma, mas a gente sempre tá no mesmo lado da briga. Puta cena bonita de se ver...

Sei não, mas, se existe, acho que em outra vida a gente quebrou muita estrutura junto. E pelo jeito essa nossa história ainda tá cheia de muros pra derrubar.

Tâmozaí.

“...Contra a corrente desde sempre, baby...
E contra os abutres que devoram devagar...
Tolice pode ser, mas é assim que eu sei lutar...”

[Diário de Bordo do La Carne - http://www.lacarne.com.br ]

Ed Motta x Álvaro Pereira Júnior no Altas Horas

Vanguart no Studio SP


Teve dois dias que fui lá na semana passada e tive o prazer de ver os caras tocando, uma delas de surpresa. E que bela surpresa!
Tava eu lá no Studio SP, meio que sem querer (juro!) e descubro que era show do Mundo Livre SA. A fila era imensa, por sorte não desfrutei dela. Mas achei animal ter caído bem no dia que entrei lá, assim, sem intenção de nada...
Perambulando por entre as pessoas encontro os bonitões do Vanguart (no caso, Douglinhas, Hélio, e Lazzzzza) e achei estranho eles irem pro camarim com os instrumentos, o show deles era só sexta feira! Depois de um tempo que descobri toda a verdade...
Eles foram chamados pra fazer uma participação no show, tipo umas 5 da tarde daquele dia, e no camarim eles ainda tavam passando o som pra ficar redondinho! Te falar q ficou bélooo...

Ai teve o show de sexta...

Te falar q foi forte, várias emoções no ar.
A casa não estava tão cheia como de costume, mas as pessoas q foram representaram cada segundo. Foi um dia bem gostoso...

Agora é esperar os próximos!

domingo, 14 de setembro de 2008

Show do Matanza no Outs

"Farra pra tudo é um bom remédio e só um idiota completo morre de tédio. Queremos todo dia tudo isso, o que a vida tem de bom!"


Latas de cerveja vazias, pertences perdidos pelo chão e muitas, mas muitas camisetas molhadas de suor. Foi só o que sobrou no Outs ontem depois do show do Matanza. Os caras colocaram a casa de cabeça para baixo e os fãs fiéis enfrentaram a chuva fina e a fila que chegou a 1 km às 2hs da madruga para ver os cariocas se apresentarem.
O show foi aberto pela banda de metal core paulistana Desgraciado, que apesar de alguns problemas técnicos mandou bem seu recado. A pegada rápida do punk rock, com peso de metal e muitos guturais, mantém a fórmula abençoada dos sons pesados e sem frescura, bom como há muito tempo não ouvia. Para aquecer a galera, os caras ainda tocaram “Cidade dos meus pesadelos” do Cólera e “Polícia” dos Titãs.
Depois da espera angustiante dos fãs, um a um os caras sobem ao palco. Quando finalmente o vocalista Jimmy completa a formação, várias rodas de bate-cabeça se espalham pela casa ao som de “A arte do insulto”, “Ela roubou meu caminhão” e “Eu não gosto de ninguém”. Nunca vi o Outs ficar tão pequeno. Tinha gente nas escadas, em cima das cadeiras e vez ou outra eu era surpreendida por alguém passando em cima da minha cabeça, em um dos “moshes” que a galera fez.
De acordo com a nota do guitarrista Donida no site, o show foi feito com Mauricio Nogueira (ex-Torture Squad). Como de bom costume levantaram o Jhonny Cash da cova com as covers e os palavrões e insultos soavam para a platéia como um convite a próxima música. Na saideira da banda, já dava pra sentir a ressaca chegando, mas a sensação nunca foi tão extasiante.
Que os shows do Matanza são cheios de energia e que não deixam a desejar quando o assunto é interação com o público eu já sabia. Mas, só quando estamos no empurra-empurra, transpirando música, dando risada e ouvindo os nossos sons preferidos, que percebemos a importância desses momentos em nossas vidas.
Para conhecer o som do Desgraciado entre em:
http://www.myspace.com/putodesgraciado
Para saber informações sobre o Matanza:
http://www.matanza.com.br/

Ps1.: Essa foto foi uma colaboração e um sacríficio do meu casal de fotógrafos preferidos Rafael Ramos e Tariana Mara.

Ps2: A frase de "Clube dos canalhas" é dedicada a Erika, Litha, Jhon e Du, companheiros de rolê e para todos nós que adoramos fanfarronear, ebaaaa!

Para ver a resenha na íntegra dá uma passada no Zona Punk.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

The Donnas de volta ao Brasil


Depois de dar a volta ao mundo com a turnê de Bitchin, a gravadora Ataque Frontal confirma o retorno do quarteto californiano ao país para três shows. Quem perdeu o primeiro somzaço das moças por aqui vai ter uma boa oportunidade de curtir os clássicos “Take it off” e “40 boys in 40 nights” no Inferno Club, em São Paulo.

Ainda não foram decididas bandas de abertura e valores dos ingressos. Mas, se curtir esse som com influências do hard e rock and roll que não perde o viés feminino, reserve essa data na agenda.

Datas:
01/11 – Natal (RN) – Festival Dosol0
2/11 – São Paulo (SP) – Inferno Club0
3/11 – Porto Alegre (RS) – Manara


Para conhecer a banda: http://www.thedonnas.com/
Para ouvir Bitchin: www.myspace.com/thedonnas

domingo, 31 de agosto de 2008

Mallu Magalhães - StudioSP


A pequena grande garota que completou 16 anos ontem, aos doze já arriscava seus primeiros acordes no mundo da música. Com influências de Bob Dylan e Belle and Sebastian, o folk suave das músicas, a voz tímida e o jeito de menina fazem de suas composições uma das agulhas que encontramos perdidas no palheiro repetitivo da indústria fonográfica.

A sonoridade verdadeira teve reconhecimento imediato na internet e hoje Mallu já concorre junto com grandes nomes como Paralamas do Sucesso, Cachorro Grande e Pitty em três categorias do VMB: Artista/ Banda revelação, Show do ano e Artista do ano.

Na última quarta-feira durante a turnê do My Space, Mallu mostrou que está numa fase mais madura da carreira e até arriscou “Leãozinho” de Caetano, cantor que confessa adorar. A vergonha de compor em português já não é mais problema e o que antes ela preferia esconder nas letras em inglês já começa a criar mais familiaridade com os fãs nas primeiras composições em nossa língua.


Essas fotos lindas são pra você ver um pouquinho do que foi o show (não deu pra escolher uma, rs).

texto por Estefani Medeiros
Fotos por Tariana Mara

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Auf der Maur

Melissa Gaboriau Auf der Maur (Montreal, 17 de março de 1972) é uma musicista canadense de rock alternativo. Sua carreira inclui participações como baixista nas bandas Hole e posteriormente The Smashing Pumpkins. Melissa também é uma fotógrafa experiente.
Leia mais sobre essa muié nesse site que acabei encontrando...



baixe esse som por torrent.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sites locos

Hoje vendo meus emails recebi de dois escarneiros (ambos do Seminal) a dica de dois sites muito interessantes. Musicovery, que mostra a "árvore genealógica" da música


e o radio3net, que colocou as músicas de um jeito bem legal.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Lançamento de "Doidão" - Rock Rocket



Para saber um pouco mais sobre o novo álbum do Rock Rocket, fizemos o “sacrifício” de sentar num boteco, habitat natural dos caras, e conversar sobre os projetos, as parcerias e novidades da turnê. Visitamos o Cinesesc pra ver a estréia de “Doidão” na sessão Dark Side, primeiro vídeo clipe em um festival de curtas e que tem a participação especial de Zé do Caixão, que também deu as caras por lá.

Juntos desde de 2002, Noel (guitarra e voz), Alan (bateria) e Pesky (baixo) se uniram com o simples interesse de fazer boa música e se divertir. O som garageiro com fortes influências do rock and roll clássico ganhou participações especiais nesse CD homônimo, que você confere na entrevista logo abaixo.

Entrevista Rock Rocket

Estefani: Como começou a banda? O que é o Rock Rocket?
Noel: Agente começou em 2002 e gostamos de tocar.
Alan: Tem toda uma história de pederastia, osteopenia e outras coisas que não dá pra contar agora. (rs)

Estefani: Quais são as principais influências da banda?
Noel: Rock and Roll clássico e Punk Rock clássico também, como MC5, Stooges, Ramones, Clash. Essas coisas legais.

Estefani: Como surgiu a idéia de fazer o clipe de “Doidão”, um lance mais trash, lado B?
Alan: Agente já era amigo do Caco (diretor Kapel Furman). A idéia veio de “Cerveja Barata”, o Caco fez os sangues, era um clipe ao vivo e tal. Ele ouviu umas coisas da banda, achou legal e me ligou chamando pra fazer um clipe. Ele só trabalha com terror na verdade e já tínhamos a idéia de fazer um episódio de filme de terror.

Estefani: Vocês acabaram concorrendo ao 19º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. Como foi isso pra vocês? É o primeiro vídeo clipe a concorrer, neh?
Alan: Isso é muito louco. É a primeira vez que um vídeo clipe entra em um festival de cinema. Mas, agente não contou pra eles que era um vídeo clipe. Agente mandou como curta. Se bem que é curta também, é clipe. Ah, o bagulho é meu eu falo o que eu quiser. Mas, foi legal, ontem agente foi na abertura do festival e entrevistamos o Wagner Moura e descobriu que o bagulho é maior do que agente imaginava.

Estefani: Qual a diferença do “Por um rock and roll mais alcoólatra e inconseqüente” pra esse novo álbum?
Alan: É que no primeiro agente falava mais de bebida e mulher e agora agente fala mais de droga e homem.
Noel: Esse disco esta mais da hora do que o primeiro. Pudemos gravar ele todo de uma vez só, demoramos um ano produzindo o disco. Agente gravava uma música em um fim de semana, depois gravava outra, pegamos vinte dias no estúdio e gravamos.

Estefani: Quais as novidades desse CD? O que os fãs podem esperar?
Noel: Nesse CD rolaram umas parcerias legais, o Jimmy do Matanza gravou a voz em uma música, o Zé Mazzei do Forgotten Boys gravou um solo de guitarra, o Perigo Picoto veio lá de Cuba, gravou uns abaduques. Enfim, rolaram várias participações.
Alan: Ele está super rápido, super pesado. Agente emendou uma música na outra, igual no show praticamente, super pancada.

Estefani: O que vocês estão ouvindo agora, de bandas novas?
Alan: Tem muita banda ruim, mas fora as bandas emo o resto é legal. O Zeferina Bomba é legal.

Estefani: O que o público pode esperar desse show? Falem um pouco sobre o lançamento.
Noel: Agente esta lançando o disco novo agora nessa quinta feira, no SESC Pompéia, na Choperia.
Alan: Vai ser bem legal, a festa vai ser muito foda. Tem gente convidada pra participar do show, preparamos toda uma introdução bacana, já preparamos ele inteiro.

Estefani: E quanto a turnê? Já esta tudo preparado?
Noel: Já tem show marcado em tudo que é lugar.
Alan: Claro, agente ta sempre pensando em fazer turnê. O lance não é lançar CD e fazer turnê, é fazer turnê e lançar disco. É fazer show, conhecer os lugares.
Noel: O lance mais bacana de tocar é fazer show, é o nosso objetivo máximo.

O show de lançamento no dia 28/08 (quinta-feira) às 21hs na Choperia do Sesc Pompéia você pode ver com promoção do Zona Punk.

domingo, 24 de agosto de 2008

Kinoforum

O 19° Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo acontece de 21 a 29 de agosto de 2008.

O Festival é um ponto de encontro entre a produção latino-americana e internacional, promovendo o intercâmbio de experiências culturais, econômicas e políticas relacionadas ao curta-metragem.

A programação é composta por uma refinada seleção da mais recente produção internacional e latino-americana além da maior projeção anual da produção nacional, tendo atraído aproximadamente 28.000 espectadores em 2007.

O evento oferece também diversas expressões do curta-metragem onde se pode ver o mais inovador da produção mundial, retrospectivas, homenagens e curtas-metragens digitais feitos nas periferias das grandes cidades brasileiras.

Acabei indo na sexta feira, que também foi o lançamento do clipe do Rock Rockets (confira no próximo post), rolou uma entrevista com os caras e tal. A sessão que pegamos foi a de horror, e esse vídeo abaixo foi o q mais me chamou a atenção.



Nossa sessão foi essa aqui, do pessoal da Dark Side:

Charles Manson, André Moraes - Brasil
In the Name of Death / Em Nome da Morte, Eduardo Menin - Brasil
Eu Amo Sarah Jane / I Love Sarah Jane, Spencer Susser - Austrália
Ilha / Island, Matt Palmer - Escócia/Inglaterra
O Mal / Le Mal, Benjamin Busnel - França
Rock Rocket: Wacko / Rock Rocket: Doidão, Kapel Furman - Brasil
As garotas / The Girls, Sebastian Godwin - Inglaterra

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Slackers no Brasa!



Formada no Brooklyn em 1991, e fazendo parte do selo punk "HellCat Records", o Slackers (a melhor banda de reggae/ska de Nova York segundo reportagem da maior revista norte-americana de reggae, a Beat) traz influência de alguns criadores da música jamaicana como Skatalites e Upsetters (banda de apoio do The Waillers), e puxa para o ska, blues, soul music dos anos 60, rock, rythm’n’blues, rocksteadysoul, swing, garage rock, jazz e dub.

O Slackers é formado por Ara Babajian (bateria), David Hillyard (saxofone), Jayson Nugent (guitarra), Vic Ruggiero (voz e orgão), Marcus Geard (baixo) e Glen Pine (trombone e voz).

Já passaram pelo Brasil uma vez (em 2006), e agora se preparam para lançar o CD "Self Medication" nessa mini turnê, que passou pelo Rio e depois vai pra Curitiba.
Aqui no Inferno a abertura do show fica por conta do Firebug (que abriu pro skatalites) e pelo projeto Strikkly Vikkly, que nas mãos de Victor Rice vai mostrar como se mixa uma dubzera ao vivo. O cara só fez o "Dub Side of the Moon" e o "Radiodread"...ai.

Vários projetos paralelos surgiram da banda, entre eles: "Dave Hillyard Rocksteady 7", "Da Whole Thing" e "SKAndalous All Stars", além do projeto acústico do vocalista Vic Ruggiero.

Hoje (22 de agosto) e amanhã rola essa paulada no Inferno!

Na estréia do Club Ska ingressos promocionais a partir de R$ 30,00
Demais ingressos a partir de R$ 40,00



Pontos de Venda:
Estrondo (24 de maio, 62 - loja 342)
Colex (24 de Maio, 116 - loja 33)
Trezeta (Augusta, 2203 - loja 7)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Dead Fish - CD novo


Com 17 anos de estrada e muita paixão, os capixabas do Dead Fish planejam lançar o novo CD, ainda sem nome, no segundo semestre de 2008. A banda formada por Rodrigo (vocal), Phillipe (guitarra), Alyand (baixo) e Nô (bateria) tem como receita de sucesso a intensidade de seus trabalhos e a crença de que tudo pode dar certo desde que seja feito de forma organizada e honesta.

A influência agressiva do hard core californiano e as letras que buscam reflexões sobre a sociedade em que vivemos, levantaram o público no último dia 17 de agosto no Barueri Futebol Clube. E foi em meio a atmosfera da verdadeira positive music e do suor das bandas independentes que batemos um papo com Rodrigo e Phillipe. Confira a entrevista logo abaixo.

Suor, Atitude e Hardcore!

Estefani:
Como está a gravação do CD novo?
Rodrigo: Bom, o CD está pronto. Mas, ainda precisa gravar. Já está pronto há algum tempo e todo mundo esta um pouco angustiado. Ele tem que ser gravado rápido, já está atrasado.

Estefani:
Como foi a produção, vocês tiveram que parar?
Rodrigo: Paramos para produzir, neh?
Phillipe: Agente foi ensaiando, compondo durante as turnês.
Rodrigo: Parar, parar. Agente não parou.

Estefani: Vocês acham que tocar com essas bandas que estão começando, ajuda? Dá uma força?
Rodrigo: Eu não vejo como dando força não. Sempre gostaria que as bandas estivessem juntas. Mesmo que agente seja mais conhecido, as bandas novas têm que se valorizar, acreditar no que estão fazendo. Se for um bagulho organizado, não tem por que não tocar.

Estefani: Como foi para vocês a experiência de sair do país? Tentar a carreira internacional?
Rodrigo: Foi uma aula, uma aula de cenário independente.

Estefani: O que vocês aprenderam?
Rodrigo: Uma aula de “faça você mesmo” e uma aula de tudo pode ser possível, se você for um pouquinho organizado e honesto. Aula de tecnologia também, neh? Agente vem com esse discursinho de terceiro mundo, que agente é humilde, pobre. Mas, na verdade, lá tem gente pobre também, tem gente que tem uma vida alternativa e consegue fazer as coisas, por que esta direcionada para aquilo.

Estefani: O que a galera que ta começando pode fazer para se direcionar?
Rodrigo: Acho que as bandas estão pensando muito em aparecer direto e acabam esquecendo o meio em que elas estão. Que é exatamente o que importa. Você fez uma boa música, a sua “micro célula” tem que estar ali com você. Eu acho que isso se perdeu nessa década.

Estefani: Você acha que a internet ajudou a piorar isso?
Rodrigo: Ajudou. Ajudou a pasteurizar um pouco, uma coisa que era mais orgânica. Não que ela tenha prejudicado, hoje é maravilhoso ter a internet.
Phillipe: As bandas se preocupam muito com a imagem.
Rodrigo: Isso, não da realidade, não do estar suando ali em um evento pequeno, com as pessoas que você conhece. É bem mais fácil você pegar uma banda inglesa e ficar ouvindo pela internet. Não que isso seja ruim, é bom ter acesso a uma banda eslovaca. Mas, Barueri precisa ter sua cena também.

Estefani: Vocês estão com algum projeto novo agora, fora o CD?
Rodrigo: Agente acabou de cancelar a turnê gringa. Por que o CD atrasou , o projeto é terminar ele mesmo e fazer uma turnê dele, uma boa turnê. Do nosso jeito.

Estefani: E qual é o jeito do Dead Fish?
Rodrigo: O jeito é aquele negão ali ( baixista e empresário Alyand ) , que agiliza tudo, adianta tudo. Trabalha que nem um cachorro e não é por causa da grana não, faz por que gosta. Faz por que ele esta ali para viver a coisa e não por que vai ganhar 10 ou 5.

Estefani: Quais as novidades desse novo CD?
Rodrigo: Ele é mais rápido, é mais anos 90. Hardcore anos 90.

Estefani: Quais as influências dele?
Rodrigo: De manhã eu ouvia Peter Tosh e Bob Marley, aí eu parei de ouvir tudo e só ouvia hard core, só hard core durante dois meses, para me alimentar de energia positiva.


Som do vídeo ta péssimo, mas olha ele ai! rs

Textos por Estefani Medeiros
Fotos por Aline Amaral

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Lançamento MOPTOP


18/08/2008 - Usando a popularização da internet como ferramenta de divulgação, a última década foi terreno fértil para o surgimento de bandas. Muitas delas disponibilizam material buscando espaço no concorrido cenário independente brasileiro. E é em meio a essas novas revelações que surgiu o quarteto formado por Gabriel Marques (guitarra e vocal), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mário Mamede (bateria). A banda Moptop, nome que faz referência ao corte de cabelo dos Beatles, surgiu em 2003 e tem como influência as bandas Franz Ferdinand, The Clash e Strokes. Com as faixas "O Rock Acabou" e "Sempre Igual", eles conquistaram notoriedade nacional e o site da banda foi indicado ao prêmio americano SXSW como um dos melhores na categoria música.
Depois da experiência crua e intensa do primeiro CD, eles se trancaram em Friburgo (RJ) por uma semana para gravar "Como Se Comportar", lançado pela Universal e produzido por Paul Raulphes. O novo álbum mantém a pegada indie e o rock and roll direto da banda, as faixas "Aonde Quer Chegar" e "História Para Contar" mostram uma fase menos agressiva, mas mais trabalhada e experiente dos caras.
Batemos um papo com Rodrigo Curi, guitarrista da banda no lançamento de "Como Se Comportar" em São Paulo.


Como foi gravar o CD?
Foi bem legal. Foi produzido pelo Paul Ralphes, a gente tinha gravado o primeiro com o Chico Neves, fizemos uma regravação da primeira demo e o segundo foi tudo novo, agente teve mais ou menos uns três meses para gravar todo o processo e a gente teve que parar com o que estávamos fazendo e ir pra Friburgo que é uma região serrana do Rio. Ficamos sozinhos lá numa casa que não tinha nada para fazer, só ensaiando, gravando uma semana lá e voltamos com uma demo. Agente conversou com a Universal, que se interessou e gravamos com o Paul Ralphes. O Paul foi uma pessoa ótima, ele é inglês então na hora de gravar era da forma inglesa, aí pegamos um estúdio no Rio de Janeiro que chama Companhia dos técnicos que é um estúdio de samba, mas ele tem um equipamento muito bom. O estúdio é tão legal que quando o Nirvana veio pro Brasil gravou umas faixas do "In Utero" lá, o The Police ensaiou lá também. Como é pra samba o estúdio é muito grande, cabia a banda inteira lá sem ficar vazando som dos microfones e a idéia dele era gravar um disco ao vivo, então agente ficou ensaiando uma semana com ele no estúdio da Universal, a nossa idéia era gravar ao vivo então agente queria que soasse bem ao vivo tudo tinha que funcionar bem com quatro instrumentos só.

Quais as maiores influências que vocês tiveram nesse novo CD?
A gente foi pra Friburgo justamente para se isolar desse tipo de coisa, para cada um mostrar suas influências mesmo, por exemplo, tem muita coisa do Dick Dale, em "Como Se Comportar" tem uma bateria muito surf music, tem muita coisa de clima faroeste meio cowboy ali, tem as coisas do primeiro disco, tem música brasileira também como Ultraje a Rigor, tem muito rock Brasil, a faixa “Bom Par” tem muita característica dos anos 80, fora as coisas que agente não sabe da onde vem.

O que vocês esperam desse CD novo?

O que agente espera é tocar, fazer show pra cacete.

Você acha que a internet facilitou agora para as bandas que estão começando?
Facilita um pouco. Agente toca no país inteiro, mas tem o lance da pirataria. A internet ajudou muito agente a chegar na Universal, agora acho que atrapalha um pouquinho, mas faz parte. Na verdade agente tem que se moldar a esse novo mercado. Mas, não sou contra a internet não, tive acesso a bandas que não ia conhecer nunca por lá.

Qual a dica para as bandas que estão começando?

Bota tudo na internet. A concorrência esta tão grande é complicado mesmo. Faz show para cacete, dá um veneno para mostrar o trabalho e tenta fazer um site, investir em internet por que é o meio de comunicação mais democrático, tem vários sites legais aí de bandas novas e vai fazendo show, mesmo que não seja tão legal assim já vai ganhando experiência.


texto por Estefani Medeiros
Fotos por Tariana Mara

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Bourbon Street Fest - Domingo no Ibira!



O Bourbon Street Music Club faz 15 anos e comemora a sexta edição de seu festival anual, o Bourbon Street Fest.

A fórmula já é consagrada: uma semana de festa trazendo a São Paulo e agora ao Rio toda a diversidade cultural de New Orleans, cidade que com seu espírito mágico e descontraído inspirou e continua inspirando o Bourbon Street desde sua fundação, em 1993.
Sucesso absoluto de público e crítica desde 2003, quando foi criado para comemorar os 10 anos da casa, o Bourbon Street Fest chega à sua sexta edição de 15 a 24 de agosto de 2008 com sete grandes atrações de New Orleans que representam o rico panorama de ritmos e estilos únicos da cidade: Jazz moderno e tradicional, Blues, Zydeco, Soul, R&B, Funk, Brass Band e todas as suas vertentes, duas bandas nacionais de Traditional Jazz, performances e Gastronomia inspirada na culinária cajun e créole.
O Bourbon Street Fest contará com as já tradicionais três apresentações gratuitas e ao ar livre: em São Paulo no Parque do Ibirapuera e na Rua dos Chanés, em Moema e no Rio de Janeiro nos jardins do MAM.
Além disso, cinco noites de show no Bourbon e duas no Vivo Rio.
Com patrocínio oficial da Vivo, o Fest espera receber um público estimado de 30 a 40 mil pessoas nas duas cidades.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Esqueletando - O teste


Daqui a pouco vai rolar uma invasão de todas as mídias conhecidas. Watch out!
Música inacabada dos Cabongues.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Os Aspones



Caio, Anete e Moira são três funcionários de um escritório onde não há muita coisa para fazer. Até que chega um novo chefe, Tales, com uma estagiária a tiracolo, Leda Maria, e tenta mudar o ritmo do lugar. Como todo novo chefe que se preza, ele acha que tem os requisitos para ser um bom coordenador e modificar o ambiente de trabalho.

Só que, ao dar-se conta de que não há realmente nada a fazer, porque o lugar perdeu sua função de ser (virou um arquivo morto), Tales acaba rebatizando o nome do escritório para FMDO (Falar Mal dos Outros) e o transforma no local encarregado oficialmente de esculhambar os cidadãos comuns que praticam atos nada cívicos. É o que os funcionários passam a fazer, de forma quixotesca, porque o intuito é melhorar o cidadão e o país como um todo.

Vi ontem a série inteira e demorei a parar de rir. Uma pena que a Globo tenha desistido de continuar com a produção, provável que foi uma crítica muito transparente contra o governo e ai já viu né...

Mais detalhes na wikipédia.

Da pra baixar a temporada toda por torrent.